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Imóveis verdes fazem bem para o planeta e para o bolso

Postado em: 07/06/2016

A sustentabilidade vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos anos. Na construção civil, a realidade não é diferente. A preocupação com o meio ambiente tornou-se uma tendência entre os condomínios por todo o país, sejam eles comerciais ou residenciais. E as atitudes podem começar já na fase de obra. Em Campinas, foi regulamentada a Lei nº 49 de 2013, que estimula construtoras a incorporarem práticas sustentáveis durante a construção de empreendimentos.

Além de contribuir com a preservação da natureza, o cumprimento de pelo menos dez itens garante outros benefícios, como o desconto nas taxas de licenciamento ambiental de até 50% e a prioridade de análise de um próximo empreendimento junto a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. De acordo com o diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente do Secovi-SP em Campinas, Marcelo Coluccini, esse é apenas o primeiro passo. “A regulamentação dessa lei no município vai ao encontro de uma tendência mundial, e Campinas é pioneira nesse tipo de legislação no país”, explica.

Pequenas atitudes também geram grandes economias para o condomínio. A iniciativa de aplicar projetos sustentáveis parte, geralmente, do síndico ou da administradora, mas os condôminos também podem sugerir mudanças. Um bom começo é fazer a coleta seletiva de resíduos, a verificação de vazamento e o controle de consumo de água, que não têm despesa alguma e atingem resultados satisfatórios. “É importante demonstrar que a mudança de alguns hábitos cotidianos pode representar uma economia expressiva e proteção ao meio ambiente. Com o aumento de adesões, apresentação dos resultados e comprovação de economia efetiva, pode-se, então, partir para as medidas que gerarão custos ao condomínio”, destaca Coluccini.

A redução de gastos com energia, por exemplo, demanda investimento com a substituição de lâmpadas convencionais por LED e a instalação de sensores de presença. Apesar do custo relativamente alto, em média de 4 a 5 vezes maiores que os produtos tradicionais, o retorno financeiro pode ser atingido num prazo de 12 a 24 meses com a redução no consumo e maior durabilidade.

O que antes era feito apenas eventualmente, hoje passou a fazer parte da rotina de moradores e administradores condominiais. Seja em condomínios estabelecidos ou imóveis novos, o mais importante é contar com o comprometimento e adesão de todos. “O primeiro passo é ter a iniciativa. Depois disso, vem a conscientização dos usuários e, por fim, implantar as medidas e demonstrar os resultados. Seguindo esse roteiro, os projetos de sustentabilidade de qualquer condomínio serão um sucesso”, conclui o diretor. 

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Fonte: Obra24horas