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Pesquisadora avalia impactos ambientais no processo de fabricação de blocos cerâmicos

Postado em: 31/10/2016

A mestranda em Engenharia Civil na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Laís David Vinhal, participou do Programa Novos Talentos do IPT com um projeto de avaliação do ciclo de vida (ACV) aplicado à fabricação de blocos cerâmicos estruturais. A proposta dela foi analisar os impactos ambientais gerados durante o período de extração de recursos até a disponibilidade do produto no mercado, sem considerar etapas como distribuição, uso e transformação em lixo ou resíduo.

A fabricação dos blocos consiste em um processo fabril da matéria-prima (argila) chamado "beneficiamento", em que esta primeira é misturada com outro tipo de argila e então é acrescentada água. Na etapa seguinte, é feita a laminação dos blocos (extrusão e corte), a queima - que utiliza lascas de madeira e serragem como combustíveis e a "paletização". A partir daí, os blocos estão prontos para o consumo.

Vinhal buscou quantificar os impactos ambientais gerados por esse processo por meio de indicadores. Ela explica que há diversas maneiras de realizar essa medição. "Isso pode ser realizado mediante a análise do consumo de energia, de água, de matérias-primas e de insumos utilizados na fábrica, como os combustíveis, por exemplo", explica. "Em resumo, queria analisar o consumo de recursos e insumos utilizados durante a fabricação do bloco, por meio da ACV, e avaliar as emissões que esse processo de fabricação produziu e quais etapas da fabricação mais contribuíram para isso".

Para executar o programado, a pesquisadora visitou duas fábricas de bloco cerâmico em São Paulo e elaborou um inventário de ciclo de vida (ICV) para fazer a avaliação de impacto.

Ela considerou categorias como aquecimento global, geração de resíduos, consumo de recursos e a toxicidade humana. Em relação ao aquecimento global, os resultados foram comparados aos europeus, e foi concluído que a fabricação dos blocos é menos danosa no Brasil, em comparação ao continente.

"Medindo os indicadores de impactos ambientais, as empresas podem trabalhar no propósito de aplicar melhorias, ou seja, benefícios para a própria fábrica de maneira a contribuir com o meio ambiente. Assim, com o resultado X de uma categoria, por exemplo, aquecimento global - a empresa pode estabelecer como meta diminuir em 7% este resultado, tornando-se uma referência. Além disso, com o monitoramento dos indicadores as empresas podem utilizá-los como estratégia de marketing, fidelizando seus clientes e despertando interesse de novos clientes", explica Vinhal.

O projeto contou com a orientação no IPT da pesquisadora Luciana Alves de Oliveira, responsável pelo Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do Instituto.

http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/tecnologias-sistemas/pesquisadora-avalia-impactos-ambientais-no-processo-de-fabricacao-de-blocos-375379-1.a

Fonte: Luísa Cortés, do Portal PINIweb