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Desemprego bate recorde

Postado em: 31/12/2016

O mercado de trabalho no País voltou a dar sinais de deterioração na reta final do ano, período em que historicamente o desemprego dá uma trégua. O País alcançou um contingente recorde de 12,132 milhões de desempregados no trimestre encerrado em novembro, e a taxa de desemprego avançou a 11,9%, também a mais alta da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Projetamos que essa tendência continue à frente, uma vez que a contração da atividade econômica ainda não teve seu impacto completo no mercado de trabalho. Este quadro reforça o encolhimento no consumo das famílias em 2016", avaliou Thales Caramella, analista do Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco.

Há 3,018 milhões de pessoas a mais em busca de uma vaga, um salto de 33,1% em relação a um ano antes. Ao mesmo tempo, foram fechados 1,941 milhão de postos de trabalho. A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 967 mil brasileiros migraram para a inatividade no período, parte deles por desalento, após tentativa frustrada de se inserir no mercado de trabalho.

A renda média de quem permaneceu empregado e a massa de salários paga aos trabalhadores mantiveram a tendência de queda, o que estimula novos cortes de vagas em áreas como a construção, comércio e serviços domésticos. A construção extinguiu 702 mil postos de trabalho em um ano, e o comércio dispensou 178 mil empregados.

"Com o cenário de recessão no País e a política econômica no sentido de reduzir o poder de compra da população, as pessoas não vão investir na construção. Não é só comprar apartamento, é fazer uma obra, reformar a casa, pintar a parede, consertar uma porta. As pessoas não vão fazer isso", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Nos serviços domésticos, 194 mil empregados foram dispensados. "Se a população tem o poder de compra menor, com essa perda de renda efetiva, uma das primeiras coisas que ela vai fazer é abrir mão do empregado doméstico", explicou o coordenador do IBGE.

INDÚSTRIA

Taxa avança e elimina postos de trabalho de 11,9% da população ativa

Em meio à persistência da crise na produção, a indústria permanece na liderança dos cortes, com 1,026 milhão de ocupados a menos no período de um ano. As demissões atingem não apenas os trabalhadores diretos, mas também os indiretos e terceirizados. O setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um corte de 256 mil vagas. Faltando apenas o mês de dezembro para ser incorporado aos números do IBGE, a taxa de desemprego média no ano está em torno de 11%, ante os 8,5% registrados em 2015. 

Fonte: Jornal O Liberal, Poder, 1 - Agência Estado