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Déficit habitacional do estado é tema de fórum, em Belém

Postado em: 17/07/2017

 
RMB possui o maior déficit habitacional do país. Caixa declarou que pretende investir R$ 2 bilhões na região Norte.
 
A região metropolitana de Belém possui o maior déficit habitacional do Brasil. Segundo a pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro, baseada em estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para modificar essa realidade serão necessários pelo menos 80 mil unidades habitacionais. Buscando soluções para desburocratizar o setor e estimular obras na região, Belém sediou na sexta-feira (14) o Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção (FNNIC), na Fiepa.
Na ocasião, o vice-presidente Nacional de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, informou que o banco tem para investimento em habitação para a região Norte até final de 2017 o valor de R$ 2 bilhões, além do valor de investimento do FGTS, de R$ 600 milhões. “Do valor do FGTS, R$ 200 milhões já foram contratados, e temos R$ 400 milhões disponíveis para contratação”, afirmou.
 
O encontro, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção do estado do Pará (Sinduscon-PA) contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki; o presidente da CBIC, José Carlos Martins; o presidente da FNNIC, Fábio Nahuz; do presidente do Sinduscon-PA, Alex Carvalho; além de Nelson de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa; e Guilherme Cunha, superintendente nacional Rede Executiva de engenharia da Caixa.
O evento reuniu ainda os sindicatos da indústria da construção civil dos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
 
Fórum debateu os entraves burocráticos para o financimento de moradias populares no estado (Foto: Divulgação)
 
José Carlos Martins, presidente da CBIC, Alex Carvalho, presidente do Sinduscon-PA e José Maria Mendonça, vice-presidente da Fiepa.
“O Norte e Nordeste possuem especificidades semelhantes, no que diz respeito a índices como renda, pobreza, deficiência de infraestrutura. Por isso, a criação do FNNIC sempre foi bem vista pela CBIC. E buscar união neste momento é fundamental. O Brasil inteiro está sendo prejudicado, mas as áreas que mais dependiam de investimentos públicos estão sendo mais severamente atingidas pela crise, como é o caso o Nordeste”, destaca o presidente da CBIC, José Carlos Martins.
 
Para Alex Carvalho, o encontro foi a oportunidade de discutir abertamente os problemas do setor e buscar soluções coletivas. “Nosso foco principal é a retomada do crescimento da indústria da construção civil e, com isso, dar um grande incremento à geração de empregos formais e à economia de um modo geral”, diz.
 
Adnan Demachki apresentou o programa Pará 2030, com as potencialidades do estado nos mais diversos eixos, desde agricultura, a mineração e agropecuária, e destacou a importância de reconhecer as especificidades da região.
 
“Nosso esforço é para que o Norte e Nordeste estejam unidos. Nossa realidade é muito diferente do Sul e Sudeste. Somos desiguais, então temos de ser tratados de forma diferenciada. Estamos aqui disponíveis para apoiar este setor tão importante para o estado”, destacou.
Em sua fala, ele citou os esforços para desburocratizar os processos que atingem a construção civil, como o lançamento do Simples Ambiental, ferramenta para um regime simplificado de licenciamento ambiental para atividades produtivas.
 
“O Simples Ambiental, por exemplo, lançado há duas semanas, prevê mais agilidade nas licenças ambientais para projetos pequenos e médios”, ressaltou . “Além do Simples Ambiental, para atender também ao setor da construção civil, a Semas, nos próximos dias, lançará mais um instrumento inédito, que é a declaração de dispensa de outorga de água, a ser obtido on line, o que vai permitir que os financiamentos individuais na Caixa Econômica, para construção ou reforma de casas, tenha mais agilidade na sua construção, já que esse sempre foi um grande entrave do setor”.
 

 

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/forum-discute-solucoes-para-o-deficit-habitacional-do-estado.ghtml

Fonte: Portal G1