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Inflação da construção cai 0,2% no Pará

Postado em: 09/09/2017

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa, voltou a desacelerar em agosto e fechou o mês com variação de 0,2% no Pará. 

O resultado mantém o ritmo de queda desde o último mês de março, que registrou variação negativa de 0,27%. Em abril, o índice foi de 0,13%; em maio, de -0,25%; em junho, de -0,04%; e em julho, de -0,41%. Já na comparação com o mesmo mês de 2016, o indicador atual surge 0,21 ponto percentual (p.p.) a menos. Naquele mês, a inflação calculada foi de 0,01%. 
Considerando o acumulado dos últimos doze meses, a variação no Estado chega a 2,35%. Em agosto de 2016, a variação acumulada no Estado era de 9,57%. Já no ano, o índice inflacionário do Pará é o mais baixo do País, com variação negativa de 1,32% - ante 3,26% dos primeiros oito meses de 2016. Em todo o Brasil, os índices apontados no Sinapi são de 0,23% no mês, de 2,70% no ano e de 4,24% nos últimos 12 meses. 
O custo paraense da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.030,19, caiu em agosto para R$ 1.028,14, sendo R$ 416,48 relativo aos materiais e R$651,19 à mão de obra. No mês anterior, os respectivos valores eram de R$ 418,44 (-0,68%) e R$ 651,13 (+0,34%). Ainda para efeito de comparação, o custo médio dos materiais de construção no Estado do Pará há um ano era de R$ 429,07, uma diferença de R$ 10,63 com o: preço médio atual. 
Em relação a mão de obra, houve alta no mesmo período de RS 56,33. O custo pelo serviço em agosto de 2016 era RS 595,65. Ambos os custos totalizavam, há um ano, RS 1.004,61 o preço médio da construção no Pará do metro quadrado. 
Já o custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de RS 1.052,75, em julho, para RS 1.055,18, em agosto. Desse total, RS 537,12 relativos aos materiais e RS 518,06 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou queda no mês de agosto (-0,12%), o mesmo aconteceu em agosto do ano anterior quando a taxa dos materiais foi de -0,03%. Em relação ao mês anterior, a parcela dos materiais mostrou redução de 0,40%, frente a taxa positiva do mês de julho, 0,28%. Já a parcela da mão de obra, apresentou variação de 0,60%, taxa inferior à do mês anterior, 0,90%. Os acumulados no ano são 1,12% (materiais) e 
4,44% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 1,77% (materiais) e 6,98% (mão de obra). 
A maior variação regional em agosto (0,56%) foi observada na Região Nordeste, devido à alta na parcela dos materiais em seis estados nordestinos e à variação captada na mão de obra no Ceará, em função do reajuste salarial de acordo coletivo. Já a região Norte apresentou queda (-0,03%) pelo segundo mês consecutivo em agosto, após a taxa negativa (0,18%) de julho. A parcela de materiais foi negativa no Amazonas (-0,22%), em Roraima (0,68%) e no Pará (- 0,47%). Nas demais regiões os resultados foram: 0,05% (Sudeste), 0,10% (Sul) e 0,41% (Centro-Oeste).
Os custos regionais, por metro quadrado foram: RS 1.052,73 (Norte); RS 978,98 (Nordeste); RS 1.103,71 (Sudeste); RS 1.098,62 (Sul) e RS 1.058,04 (Centro-Oeste). O Ceará foi o estado com a mais elevada variação mensal (2,77%).  
O resultado é decorrente tan- ajustes salariais por acordo to da parcela da mão de obra coletivo, como da parcela dos (2,12%), consequência de re- materiais (3,30%).

Fonte: Jornal O Liberal, caderno Poder, 7