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Norte do Brasil receberá 134 novos edifícios residenciais, maioria popular

Postado em: 31/10/2017

Redação AECweb / e-Construmarket

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A região norte do país tem 134 edifícios residenciais em lançamento. A informação integra estudo elaborado pela Rede de Obras, ferramenta de pesquisa da e-Construmarket. Segundo o mapeamento, os empreendimentos totalizam 991 blocos e têm área estimada de construção de 3,3 milhões de m², com 28.484 unidades de apartamentos.

Os prédios populares aparecem em maior quantidade nesse ranking, com 791 blocos. Na sequência estão os empreendimentos de médio padrão (119) e alto (81). O Pará é o estado da região norte com mais obras, concentrando 72 edifícios. Amazonas aparece na segunda colocação, com 37, e o Tocantins na terceira, com 17. Logo em seguida vêm Roraima (04), Amapá (02) e Acre (02).

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MOMENTO DO MERCADO

 

Assim como em todo o Brasil, no estado do Pará o momento atual do setor da construção civil é de segurar grandes investimentos. “Devido às incertezas resultantes da crise política, as construtoras estão em compasso de espera, com poucos lançamentos. O mercado aguarda para lançar com mais segurança”, afirma Antonio Valério Couceiro, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (SindusCon-PA).

Devido às incertezas resultantes da crise política, as construtoras estão em compasso de espera, com poucos lançamentos. O mercado aguarda para lançar com mais segurança
Antonio Valério Couceiro

Esse cenário de estagnação, com as empresas puxando o freio devido também às dificuldades de crédito, tem tudo para perdurar por mais algum tempo. “Enquanto a crise política não tiver solução definitiva, os problemas econômicos não serão debelados”, analisa Couceiro, prevendo um futuro ainda sombrio. “Várias empresas já se encontram em seu limite”, complementa.

“Se os problemas da burocracia e das crises política e econômica não forem resolvidos em curto período, teremos uma perda grande na capacidade do setor. Algumas empresas fecharão suas portas por falta de investimento e crédito, causando nova onda de desemprego. Com isso, o setor demorará muito tempo para se reerguer”, lamenta o vice-presidente.

NECESSIDADES DO ESTADO

 

O desaquecimento da construção civil é ainda mais crítico quando se verifica que há público interessado em adquirir novos imóveis. “Não existe estudo atualizado sobre o déficit habitacional no estado. Porém, estima-se que sejam necessárias, aproximadamente, 110 mil unidades para suprir somente o déficit da região metropolitana de Belém”, informa o executivo. Ou seja, o que trava o mercado é a falta de crédito para concretizar os negócios.

Se os problemas da burocracia e das crises política e econômica não forem resolvidos em curto período, teremos uma perda grande na capacidade do setor
Antonio Valério Couceiro

O estoque de imóveis no estado é reduzido, com poucas unidades disponíveis. “Muitos desses apartamentos são sobras de empresas nacionais que foram embora do mercado de Belém”, fala Couceiro. Seguindo o que acontece nas metrópoles do país, na capital paraense também ocorre o problema da falta de terrenos. “Existem áreas em regiões mais afastadas, porém, nas mais urbanizadas da cidade, os valores estão proibitivos”, complementa.

“A morosidade e a falta de transparência nos processos ambientais também são fatores que atravancam a oferta de novos terrenos e encarecem novos lançamentos”, fala o vice-presidente.

MINHA CASA, MINHA VIDA

 

A falta de interesse do governo federal no programa Minha Casa, Minha Vida é fator que influencia diretamente o mercado paraense. “O programa tem importância imensa para o estado, que é um dos mais pobres do país”, afirma Couceiro. Com a economia estagnada, a região precisa da injeção de recursos do Minha Casa, Minha Vida — em todas as suas faixas, mas, principalmente, na voltada às famílias de menor renda. “Porém, isso não vem ocorrendo”, fala.

Além de colaborar com a redução do déficit habitacional, o programa também é muito importante na geração de empregos. A execução de novas unidades habitacionais movimenta diretamente uma extensa gama de fornecedores que trabalham para as construtoras participantes do Minha Casa, Minha Vida.

NOVA LEI TRABALHISTA

Segundo avaliação do vice-presidente, a nova lei trabalhista impactará muito positivamente o setor da construção. “As empresas vêm sofrendo, há anos, com sentenças desfavoráveis da Justiça do Trabalho. São decisões sem o mínimo de bom senso e com parcialidade extrema que, muitas vezes, chegaram a influir decisivamente para a falência de várias construtoras. Esperamos que o entendimento das leis mude a partir da nova regulamentação”, finaliza Couceiro.

COLABORAÇÃO TÉCNICA

 
Antonio Valério Couceiro – vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA). Ocupa ainda o cargo de conselheiro da Cooperativa da Construção Civil do Estado do Pará (Coorpercon-PA). É membro vitalício do conselho da Ademi-PA e sócio-diretor geral da Quadra Engenharia.

 

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Fonte: Redação AECweb / e-Construmarket