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Ciclo sustentável: indústrias paraenses formam rede para crescimento do Estado

Postado em: 31/10/2017

   Tarso Sarraf

Por: Márcia Mendes e Alice Santos (especial Portal ORM)/ Imagens: Tarso Sarraf
Atualizado em 31 de Outubro de 2017 às 14:56
 

Mais do que responsabilidade ambiental, a sustentabilidade envolve aspectos sociais, econômicos e até culturais. Por isso, para crescer em um Estado com mais de um milhão de quilômetros quadrados de extensão, em que quase a totalidade deste território faz parte da Floresta Amazônica, como o Pará, é preciso pensar iniciativas que visem contemplar um desenvolvimento sustentável.

Com essa ideia na cabeça, há dois anos e meio, o empresário Daniel Sobrinho resolveu investir no mercado de energia solar e se inserir nesse ciclo sustentável. Segundo ele, o crescimento do setor é de cerca de 300% ao ano. Daniel ainda destaca que o investimento nesse mercado é positivo não apenas para ele, mas também para a sociedade, que tem a disposição energia limpa, renovável e de menor impacto ambiental.

 “Nesse ramo, todos ganham. Diferente de atividades que visam apenas o lucro, sem pensar nas consequências. Acho que todos deveriam investir em negócios sustentáveis. No caso da energia solar, além de sustentável, traz um retorno de investimento bem rápido”, afirma o empresário, que enfatiza a importância de se pensar no que a empresa pode trazer de positivo para a sociedade e para o meio ambiente.

A empresa de Daniel Sobrinho também é apoiadora do Projeto Redes, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). A iniciativa busca fortalecer o mercado paraense, de forma direta e indireta, em toda a cadeia de relacionamento e suprimento do ambiente industrial do Estado. De acordo com o executivo de gestão da Redes/Fiepa, Marcel de Souza, o projeto faz uma conexão entre empresas de grande e de pequeno porte.

“Nossa missão é despertar a consciência de que as grandes indústrias têm um papel e responsabilidade de desenvolver o município em que estejam instaladas. O grande desafio é mudar a consciência e o comportamento de determinada região. Por isso, não trabalhamos sozinhos. A Redes sempre envolve outras instituições quando executa alguma atividade. Cada uma contribui com sua expertise”, explica o executivo.

Marcel ainda destaca que o foco do projeto é a sustentabilidade econômica, mas que o social e o ambiental estão intimamente ligados a esse fator. “Acredito que a união é importante e as indústrias têm feito isso. Precisamos ter um diálogo transparente para que cada um consiga alinhar suas expectativas”, esclarece.

PROJETO SOCIAL

Maior fornecedor de cabos elétricos da América Latina, o Grupo Alubar, que está instalado no município de Barcarena, é um dos 21 mantenedores do Projeto Redes e investe em projetos sociais que visam garantir renda para a comunidade onde está inserido. Entre eles está o Japiim, que há 11 anos beneficia mulheres no ofício de costureiras. Elas produzem os uniformes dos colaboradores da empresa, que os compra e garante renda extra para o sustento das famílias.

Sem conhecimento de costura, a dona de casa Ana Lúcia Rodrigues, 40 anos, procurou o projeto com o sonho de se qualificar e ter uma profissão. “Essa iniciativa é um estímulo para mulheres que buscam se inserir no mercado de trabalho. Com uma profissão, nos tornamos mais seguras e nos sentimos capazes. É uma sensação de conquista. Os planos de crescer na área são grandes”, deseja.

Também dona de casa, Antônia dos Santos, 53 anos, tem uma filha adotiva com paralisia cerebral e viu no projeto sua única possibilidade de trabalho.“Durante os 11 anos que estou no projeto já aprendi muito. O projeto mudou minha vida, já que posso ter meu trabalho e ao mesmo tempo ficar perto da minha filha que depende de mim para tudo”, avalia.

A coordenadora de projetos sociais da Alubar, Márcia Campos, reforça que a iniciativa já atendeu inúmeras pessoas que hoje trabalham independentes como costureiras. “O projeto tem uma rotatividade grande. Pensamos que se a pessoa passa um período aqui, aprende o ofício e depois vai trabalhar de forma remunerada, o projeto cumpriu com seu objetivo – mesmo que não permaneça conosco”, acredita.

INICIATIVA GOVERNAMENTAL

O Pará Sustentável está entre os projetos do Governo do Estado que visam a sustentabilidade econômica e social de suas regiões. A iniciativa está ancorada em três pilares: o “Pará 2030”, que estipula metas de desenvolvimento econômico para o Pará até 2030; o “Pará Social”, voltado a questões familiares e de inclusão social, e o “Pará Ambiental”, que objetiva garantir a preservação do meio ambiente.

Assim, é possível entender a importância de cada elemento do ciclo da sustentabilidade para que os interesses entre preservação e desenvolvimento se equilibrem.  “A expectativa é que o Estado do Pará se projete para ser um estado produtor, mas também um estado que, nessa lógica da empregabilidade, da sustentabilidade, se mantenha em um patamar diferenciado de desenvolvimento”, declara o secretário adjunto de trabalho, emprego e renda, Everson Costa.

 

 

 

 

 

http://www.orm.com.br/noticias/para/MTE4MzY=/Ciclo-sustentavel-industrias-paraenses-formam-rede-para-crescimento-do-Estado

Fonte: Portal ORM